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NOTA  DE  ESCLARECIMENTO

Em 10/07/2017.

Cumprindo a determinação da última Assembleia Geral do Plano de Saúde – APUB SAÚDE, a Assessoria Jurídica do plano deu entrada na Justiça Federal solicitação pedindo a suspensão dos efeitos da Resolução emitida pele Agencia Nacional de Saúde - ANS que indicava a Portabilidade de Carência Compulsória, dos associados do APUB SAÚDE para outros planos de saúde, ao tempo que solicitou efeito liminar.

A orientação da Justiça Federal da Bahia foi de que o foro adequado para o julgamento dessa ação seria no Rio de Janeiro sede da ANS.Concomitantemente a essas providencia a assessoria jurídica com base na Resolução Normativa da ANS que desvincula a situação financeira dos planos de saúde complementar, quando da sua solicitação de registro definitivo junto a ANS, em razão disso foi elaborado um Recurso Administrativo reiterando a solicitação de registro definitivo ao órgão regulador.

Em função desses acontecimentos o Conselho Deliberativo do Plano de Saúde - APUB SAÚDE decidiu por aguardar a manifestação da ANS sobre o Recurso Administrativo, para dar prosseguimento a Ação no Ministério Público do Rio de Janeiro. Ressaltamos que o Apub Saúde, continua atendendo as demandas da rede e dos seus associados aguardando o atendimento das nossas reivindicações por parte da ANS.

Por fim, o Conselho Deliberativo consultado por alguns associados do APUB SAÚDE sobre a possibilidade de parcelamento da Taxa de Recomposição Patrimonial, aprovada na ultima assembleia, deliberou que até a definição da Agencia Nacional de Saúde – ANS anunciando um posicionamento sobre as demandas do Plano, essa solicitação não poderá ser analisada sob pena de comprometer a Recomposição Patrimonial, o que causaria um novo desequilíbrio financeiro do Plano.

 
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Osteoporose

O Que é?

Em geral acreditamos que, após a fase de crescimento, nossos ossos estão formados e não se modificam mais. Essa é uma ideia equivocada, porque o osso é um tecido vivo e, como todos os demais tecidos no nosso corpo, está em constante mutação.
As células que compõem os ossos estão se renovando constantemente e para que esse processo se concretize, nosso organismo utiliza principalmente o cálcio. Quando essa renovação celular não se conclui de forma satisfatória, os ossos ficam com sua massa diminuída e tornam-se porosos, o que deixa o esqueleto mais sujeito a fraturas.

A esse conjunto de situações – menor massa óssea e porosidade – é que se dá o nome de osteoporose. A osteoporose atinge principalmente mulheres após a menopausa e idosos de ambos os sexos, causando problemas posturais e perda de altura, além do já mencionado maior risco de fraturas. Entretanto, a osteoporose é uma doença que pode ser prevenida e tratada.

Atividade óssea
Como já dissemos, o osso é um tecido vivo que está em constante atividade durante toda a vida. Ele contém colágeno – que é uma proteína -, cálcio e outros minerais. Cada osso é formado por uma camada externa chamada de osso cortical e um emaranhado interno, conhecido como osso trabecular.

O osso velho é destruído por células denominadas osteoclastos e reposto por células reconstrutoras chamadas de osteoblastos. A renovação do esqueleto demora de dois a dez anos, conforme o local do corpo e a faixa etária da pessoa.

Até os 35 anos de idade, há equilíbrio entre os processos de destruição (reabsorção) e de formação, mas, após essa idade, a perda óssea aumenta gradativamente, como parte do processo natural de envelhecimento.

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Quem pode ter

Diversos fatores, físicos e ambientais, podem aumentar o risco de osteoporose. Os principais são:

1  -  Sexo – mulheres estão mais sujeitas do que homens, pois têm ossos mais leves e finos e porque na menopausa deixam de ter a proteção do hormônio estrógeno;

2 – Idade – O processo natural de envelhecimento reduz a velocidade de reposição de novas células ósseas pelo organismo;

3 – Histórico familiar – Existe um componente genético na osteoporose e, por isso, quem tem familiares que já apresentaram a doença está mais sujeito a desenvolvê-la também;

4  -  Raça – O risco maior fica para mulheres de origem caucasiana ou asiática. Afro-descendentes e latinos têm risco menor;

5  -  Tamanho do corpo – Pessoas com baixa estatura e baixo peso – em geral com Índice de Massa Corpórea (IMC) abaixo de 19, têm maior propensão a desenvolver osteoporose;

6  -   Estilo de vida – Dieta pobre em cálcio, insuficiência de vitamina D, sedentarismo, uso de bebidas alcoólicas e cigarro aumentam o risco.

Existem ainda fatores relacionados ao estilo de vida e ao uso de determinados medicamentos que podem elevar o risco de ocorrência de osteoporose:

1  -  Artrite reumatóide;

2  - Anorexia nervosa;

3  -  Excesso de exercícios ou sedentarismo;

4  -  Baixo nível de testosterona em homens;

5  -  Hipertireoidismo

6  -  Doenças que afetam a absorção de nutrientes, tais como a doença de Crohn ou doença celíaca;

7  -  Doenças que causam longo período de imobilidade;

8  -  Uso de corticosteróides para outras doenças por períodos mais longos do que três meses;

9  -   Drogas anticonvulsivantes;

10 -  Drogas contra câncer de próstata que afetam a produção de testosterona ou sua atuação no organismo.

Como diagnosticar

Caso você apresente algum dos fatores de risco para a osteoporose, procure seu médico. Se ele achar necessário, poderá pedir que você realize um exame de diagnóstico por imagem chamado densitometria óssea.

A densitometria óssea – procedimento rápido e indolor – mede a consistência do osso em várias partes do corpo e pode detectar situação de baixa massa óssea ainda em fase inicial, denominada osteopenia. Com esse exame, é possível acompanhar a velocidade de perda óssea e predizer o risco de fraturas.

 

A Sociedade Brasileira de Densitometria recomenda a realização do exame de densitometria óssea nos seguintes casos:

- Mulheres de 65 anos de idade ou mais e homens a partir dos 70 anos, independentemente dos fatores de risco;

- Mulheres jovens na pós-menopausa e homens entre 50 e 70 anos de idade com algum fator de risco mais importante;

- Homens com idade inferior a 70 anos e com fatores de risco para fraturas;

- Mulheres na transição da menopausa com fatores de risco específico, associados com o risco aumentado de fratura, tais como baixo peso, fratura anterior por fragilidade e aumento do risco por uso de medicação;

- Adultos com uma fratura após os 50 anos;

- Adultos com artrite reumatóide ou em uso de corticóide em dose alta por mais de três meses, associado a baixa massa óssea ou perda óssea;

- Qualquer pessoa que irá iniciar ou esteja em tratamento específico para osteoporose;

- Qualquer pessoa que não esteja sendo medicada, mas que na comprovação de perda de massa óssea deverá ser tratada;

- Mulheres que tenham interrompido tratamento com estrógeno.

Como cuidar

A mudança de estilo de vida é uma das primeiras recomendações para as pessoas com osteoporose, ou osteopenia, estágio inicial da doença. A prática de atividades físicas e a alimentação saudável com o consumo de alimentos ricos em cálcio devem fazer parte do cotidiano dessas pessoas.

A atividade física influencia na força muscular e na agilidade, o que favorece a formação de massa óssea. Um plano de exercícios desenhado individualmente também pode ajudar no processo de reabilitação e aliviar dores após a recuperação de uma fratura. É importante conversar com seu médico sobre o tipo de atividade que é recomendada no seu caso e fazer um plano de exercícios com um profissional da área.

O médico também poderá lhe indicar o uso de medicamentos após o diagnóstico de osteoporose. Hoje, dispomos de drogas capazes de agir rapidamente e manter a densidade óssea, reduzindo, assim, o risco de ocorrência de fraturas. A escolha do medicamento deve ser feita pelo médico, juntamente com o paciente, e definida de acordo com cada caso.

Bom prato

Outra medida fundamental no tratamento da osteoporose é a suplementação de cálcio e de vitamina D, de forma a garantir o consumo das quantidades adequadas dessas substâncias. O cálcio é uma substância especialmente importante para a saúde dos ossos, por deixá-los mais resistentes às fraturas.

Mas, não é só no esqueleto que o cálcio atua. Ele também contribui para o bom funcionamento do coração, músculos e nervos e tem importante papel na coagulação do sangue.

Nas dietas pobres em cálcio, os ossos acabam sendo prejudicados para não haver comprometimento das funções vitais. O esqueleto vai sendo destruído para liberar o cálcio preso a ele. Daí a importância de manter a ingestão de cálcio nas quantidades recomendadas, para ambos os sexos e em todas as idades.

Os produtos derivados do leite são a fonte mais disponível e que mais favorece a absorção de cálcio. Existem outros itens que também podem fornecer essa substância, como é o caso de algumas frutas, verduras, folhas, cereais e peixes, porém em menor quantidade. Veja abaixo uma relação de alimentos ricos em cálcio e que podem ser utilizados em sua dieta diária:

Produtos lácteos:

Leite integral ou desnatado, iogurtes, queijos, sorvetes cremosos, pudins.

Frutas, verduras e leguminosas:

Agrião, brócolis, quiabo, feijão, laranja, figo

Pescado:
Sardinha, salmão e mariscos

Cereais:
Aveia fortificada, arroz integral e pão integral

Tofu (similar ao queijo produzido a partir da soja)

Amigo sol

A vitamina D é produzida pela pele em resposta à exposição aos raios ultravioleta do sol e se torna ativa após ser metabolizada nos rins e no fígado. Ela é necessária para que a absorção do cálcio seja efetivamente feita pelo organismo e é encontrada em alimentos como gema do ovo, peixes de água salgada e fígado. Porém, a principal fonte da vitamina D é o Sol. Por isso, o médico pode lhe recomendar banhos de sol, em horário apropriado, com os devidos cuidados para evitar danos à pele.
Cerca de 30 minutos diários de exposição ao Sol são o bastante. Deixe os braços ou pernas descobertos e sem protetor solar para que a vitamina atue de forma a favorecer a absorção do cálcio pelo aparelho digestivo. Logo depois, o cálcio fica disponível no sangue, de onde é retirado por todas as células que dele necessitam.

Como Prevenir

Se você descobriu que tem fatores de risco para desenvolver osteoporose, saiba que há diversas medidas que podem ser adotadas para reduzir a possibilidade de surgimento da doença. As principais são:

1. Consuma alimentos ricos em cálcio. A quantidade ideal varia com a idade. Adultos devem ingerir 1.000 mg de cálcio por dia;

2. Consuma alimentos que contêm vitamina D; o aconselhável é absorver 400 Unidades Internacionais (UI) de vitamina D por dia (veja tabela abaixo);

Recomendações de cálcio e vitamina D
pela Resolução da Diretoria Colegiada 269/05*
Crianças e Adolescentes Cálcio (Diário) Vitamina D (Diário)
1 a 3 anos
500 mg
400 UI
4 a 6 anos
600 mg
400 UI
7 a 10 anos
700 mg
400 UI
Adultos: Mulheres e Homens
18 anos ou mais
1,000 mg
400 UI
Grávidas e Mulheres amamentando
1,200 mg (**)
400 UI

(**) um copo de 200 ml de leite fornece 240 mg de cálcio

3. Consulte seu médico sobre a necessidade eventual de utilizar suplementos de cálcio e de vitamina D;

4. Exponha-se ao sol no início da manhã ou no final do dia; o sol é importante na produção da vitamina D;

5. Habitue-se a praticar alguma atividade física pelo menos três vezes por semana;

6. Consulte o médico regularmente e faça o exame de densitometria óssea quando ele recomendar.

 

Como reduzir o risco de fratura por queda

Se você já tem osteoporose, pode adotar algumas medidas para evitar o risco de fratura. A partir dos 50 anos os riscos de ocorrerem fraturas fica maior devido à fragilidade no esqueleto, redução de massa muscular, instabilidade postural, uso de medicamentos que provocam tontura, deficiência visual e obstáculos em casa e na rua que resultam em quedas.

Prevenir fraturas consiste em identificar e modificar esses riscos. Para diminuir a fragilidade e aumentar a massa muscular, o indicado é promover mudanças de estilo de vida e adotar um programa de exercícios definidos e sob orientação de um profissional.

Vale também conversar com o médico e verificar se medicações que provocam tontura podem ser substituídas por outras ou ter sua dosagem readequada. Se tiver problemas de visão, consulte um oftalmologista regularmente para eventuais procedimentos que melhorem seu quadro. Ao sair, use óculos de sol para evitar que a luminosidade ofusque sua visão.

Lembre-se de que, após ter tido uma fratura, as chances de outra fratura acontecer são muito maiores. Assim, é aconselhável optar por calçados confortáveis e antiderrapantes e fazer uso de bengalas ou muletas quando necessário.

 

Em casa

Para evitar que obstáculos externos contribuam para a ocorrência de quedas, a dica é avaliar todos os móveis da casa, retirar tapetes, deixar livres e amplas as áreas de circulação, reduzir a quantidade de enfeites ou plantas em nível próximo do solo. Siga as dicas e torne sua casa um ambiente seguro:

- Verifique a possibilidade de instalar corrimão em escadas, banheiro e box ou banheira;

- Utilize tapetes antiderrapantes em toda a casa, escadas e principalmente em áreas que podem ficar molhadas e escorregadias, como dentro e fora do box;

- Não deixe fios de telefones ou outros eletrodomésticos soltos pelo chão e procure manter os móveis sempre na mesma posição;

- Providencie boa iluminação

 

Fraturas

Algumas complicações aparecem em nosso organismo de forma silenciosa. Como não produzem dor, desconforto ou alteração fácil de ser percebida no corpo, muitas vezes nós só descobrimos que estamos com algum problema quando ele já progrediu.

Assim acontece com a osteoporose: a doença apresenta poucos sintomas e muitas vezes só é diagnosticada quando sofremos uma fratura. Como a sua evolução é lenta, ela pode levar vários anos para ser diagnosticada.

Outra forma de diagnosticar a osteoporose é a mudança de postura. É possível que as primeiras fraturas surjam nas vértebras e, nesse caso, a pessoa passa a apresentar modificações na sua postura, podendo aparecer uma corcunda, chamada de cifose, ou uma escoliose, que é um desvio lateral da coluna. Algumas vezes podem surgir dores e desconforto, porque a maior curvatura da coluna causa pressão inadequada sobre os músculos e ligamentos das costas.

Apesar de aumentar significativamente os riscos, a osteoporose não resulta necessariamente na ruptura dos ossos. Com o tratamento adequado e com uma série de cuidados na rotina diária, é possível evitar fraturas e o maior enfraquecimento dos ossos, além de obter até mesmo certa recuperação da massa óssea.

A osteoporose em geral se manifesta nas mulheres após a menopausa e nos homens, por volta dos 65 anos. Pessoas nesse perfil, dependendo da avaliação e da indicação médica, podem começar a realizar exames periodicamente, tanto para o diagnóstico como para acompanhar o tratamento, aumentando, assim, a chance de evitar problemas maiores.

Fonte: http://www.osteoclu